Utilitarismo, de Stuart Mill

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“Quando nos comprometemos com uma busca, uma clara e precisa concepção daquilo que estamos buscando deveria ser, segundo parece, a primeira coisa de que precisamos, ao invés da última pela qual ansiamos” (p 16).

 

“Os homens perdem suas elevadas aspirações à medida que perdem seus gostos intelectuais porque não tem têm tempo ou oportunidade para satisfazê-las; e se dedicam a prazeres inferiores, não porque deliberadamente os prefiram, mas porque ou são apenas os únicos aos quais eles têm acesso, ou os únicos dos quais são capazes de apreciar por algum tempo” (p. 26).

 

“O Utilitarismo, portanto, poderia apenas obter sua finalidade através do cultivo universal da nobreza de caráter, mesmo se cada indivíduo apenas se beneficiasse pela nobreza de outros e a sua própria, no que diz respeito à felicidade, fosse uma mera consequência do benefício” (p. 27).

 

“Pobreza, em qualquer sentido que implique em sofrimento, pode ser completamente extinta pela sabedoria da sociedade combinada com o bom senso e providência de indivíduos” (p.31).

 

“A única auto-renúncia  que tal moralidade aplaude é a devoção à felicidade de outros ou a algumas condições para tal” (p. 33).

 

“A multiplicação da felicidade é, de acordo com a ética utilitarista, o objetivo da virtude: as ocasiões em que qualquer pessoa (exceto uma em cem mil) tem em seu poder realizar isso em uma escala aumentada, em outras palavras, ser um benfeitor público” (p. 36)

 

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Esse livro reflete um posicionamento doutrinário, filosófico, econômico e social, porém versátil e de fácil compreensão, aqui destacando um elemento sentimental que faz muita roda girar em nosso comportamento, inclusive de consumo.

Muito nessa obra é calcada em situações que a felicidade pode ou não estar presente.

A defesa que o autor dá ao utilitarismo vem embasada de forma pragmática em um cenário esperado onde uma sociedade evolui e se realiza através do esforço, vontade e conhecimento, dando-lhes uma maneira mais digna com a presença abstrata da tal felicidade.

Ele ainda atribui o alcance da felicidade embasado em requisitos relacionado à capacidade de um indivíduo impor sacrifícios como, por exemplo, o de abrir mão de algo bom inteiramente para si e dividir ou mesmo ceder ao próximo ou comparando o militar que arrisca sua vida para garantir a segurança de um civil (felicidade coletiva e felicidade individual).

O livro fala, pois, do Homem se sentir realizado consigo e seus atos nesse mundo e o sentido para o que contribuiu, associando suas feituras à virtude e contribuição.

E, óbvio, não poderia deixar de destacar o suprassumo do livro com o que eu mais me identifiquei sobre viver com felicidade: a SATISFAÇÃO.

Praticamente a ideia do utilitarismo abordada por Stuart Mill gira em torno da satisfatividade do ser humano.

Eu mesma adoto isso quase como um mantra, uma reflexão diária no que tange à felicidade estar presente em nós sem que a valorizemos.

Explico para arrebatar o tema: ser ÚTIL consigo mesma e transmitir bons exemplos à outrem e ver a felicidade concretizada no seu grau de satisfação.

E exemplos não faltam. Por isso é mais fácil se perguntar: Consegui algo? Isso foi importante para mim? Trouxe-me aprendizado? Conheci algo ou pessoas novas? Provei ou me permiti experiência nova? Estou saudável? E POR AÍ VAI…

SE TODAS AS PERGUNTAS PARA O QUE VOCÊ FEZ DIARIAMENTE LHE TROUXER SATISFAÇÃO, ENTÃO SE ESTÁ FELIZ NAQUELE MOMENTO!

Felicidade não é igual aposentadoria em que você se esgota por toda uma vida apenas para alcançar a felicidade muitas vezes já na expectativa mais de morte que de vida.

Isso nada mais é daquilo que ostento tanto em divulgar com vocês e nas # tags do Insta que é apreciar os pequenos momentos da vida.

São eles que lhe trarão sabedoria, propósito, iniciativa, ideias, ações e juntamente a sensação de tudo valer a pena, de trabalho concluído para aquele dia… enfim, de se sentir satisfeito e agradecido até mesmo com a própria existência. Isso é estar feliz.

E a utilidade disso vem quando você faz esse exame de consciência, tornando-se uma pessoa melhor e compartilhando os bons exemplos com toda uma coletividade, por vezes, à espera de migalhas de dignidade. Uma genuína corrente de compartilhamento da fraternidade e, claro, da felicidade.

Afinal, ninguém se cria para a solidão. Visamos uma relação de companheirismo com alguém que possamos ser afetuosos a ponto de nos fazermos felizes simplesmente por ver outra pessoa feliz também.

A premissa do utilitarismo é o encontro perfeito entre o coração e a razão.

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Sentir-se bem com uma boa ação (obviamente não forçada ou de autopromoção porque daí deixa de ser bondade), ativa sua capacidade cerebral para outros bons desempenhos.

Certamente atitudes como essa irradia a sensação de ser importante tanto para quem pratica quanto para quem a recebe.

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Mas a provocação de sermos gratos e propagar a ética, pautado no que é correto e respeitoso para todos, sem distinção, serve de recado ao Estado para com a sua população… Muito peculiar e recorrente diante de escabrosos exemplos de abandono e severo predatismo e que político pouco ou nada faz com interesse coletivo para o qual é eleito.

Boa exemplificação disso é que a maior parte de programas assistenciais são impulsionadas por ONG’s sem qualquer tutela do Poder Público, este com o dever de olhar e amparar a todos.

Eis uma leitura que pode ser lida em minutos, horas ou poucos dias com a dose mais homeopática que tiver, mas de um conteúdo que reflete pensar com uma extensão maior.

Daí, o pensamento econômico se interliga facilmente com esta tese, porque este caminhar impacta no crescimento e riqueza de pessoas.

Viram?! É engraçado como muitos influenciadores digitais se veem ou deveriam se ver enquadrados no poder de difundir boas ideias nem mesmo ter noção dessa teórica.

ENFIM, FELICIDADE DEPENDE  DO GRAU DE SATISFAÇÃO QUE VOCÊ ADQUIRI AO, DEVENDO SER COERENTE E MORALMENTE COMPARTILHADA A SERVIR DE INSPIRAÇÃO DO QUE BUSCAR.

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Ficha técnica:

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Sinopse alternativa: Não há quem viva neste planeta que não busque a felicidade diariamente. Esta é uma condição humana natural e muito bem retratada por John Stuart Mill em “Utilitarismo”, um clássico da literatura capaz de enriquecer ainda mais o “princípio da utilidade” desenvolvido por Jeremy Bentham padrinho de Mill em 1789. Segundo este princípio, a utilidade está diretamente ligada ao poder da ação humana de gerar o máximo bem-estar para o maior número de pessoas possível. E, a partir deste conceito, são discutidas ideias sobre moralidade, prazer, motivações, cumprimento de leis e a busca por uma vida feliz e realizada. Nestes tempos em que “Utilitarismo” se mostra cada vez mais atual, a leitura é recomendada não só para estudiosos de todas as áreas, mas para todo indivíduo que se interessa por questões que envolvem o bem-estar individual e coletivo.

Título original: “Utilitarism”

Editora: Escala

Tradução: Rita de Cássia Gondim Neiva

Capa: Cibele Lotito Lima

Gênero: Filosofia – Ciência Política –

ISBN: 85-7556-878-7

Edição: 2007. Livro nº 70 da Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal

Páginas: 90

 

MAIS SOBRE O UTILITARISMO EM:

https://www.ucs.br/site/revista-ucs/revista-ucs-6a-edicao/academia/

https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/dissertatio/article/view/8496

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922001000100003

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=155

http://www.revistas.usp.br/discurso/article/view/89097

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaeconomiaensaios/article/view/1559