A cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro

Restabelecimento da confiança popular, além do viés de segurança pública e ruptura de ideologia política.

Basicamente estes foram os objetivos declamado pelo agora empossado Presidente da República, Jair Bolsonaro, em seu discurso de posse ocorrido anteontem.

Teve de tudo, quebras de protocolos (que saíram melhor que a encomenda), orgulho inflamado de militares, políticos aproveitadores do embalo de campanha, cavalo dos Dragões da Independência (guarda de infantaria do exército reservado aos Chefes do Executivo) querendo protagonizar um cômico e tenso desfile etc.

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Com os celulares empunhados, políticos eleitos deram uma amostra grátis da falta de compostura e quase que cantando o Hino Nacional aos berros só para se destacar, tudo ao lado de representantes de outros Estados que ali acompanhavam o cerimonial de posse devidamente sentados.

Mas tudo correu sob controle e em horário compatível com a programação prevista, respeitado alguns tempos e percursos estratégicos, não obstante a tentativa de homicídio sofrido pelo agora Presidente durante sua campanha eleitoral.

Creio que o momento mais emocionante da cerimônia foi o discurso da esposa de Jair Bolsonaro e agora primeira-dama, Michelle Bolsonaro, todo feito em libras (língua de sinais) e uma intérprete com a fala embargada de emoção do meio pro final do texto, em que se firmou o compromisso de amparar as pessoas com deficiência, sobretudo surdo-mudos, uma causa enfática por ela já exercida.

As vestes:

Michelle Bolsonaro também agradou ao utilizar um vestido discreto, rosa bem clarinho para tirar aquele clichê de branco do Réveillon, decote ombro a ombro (ainda na tendência) e lindo da estilista brasileira e mais precisamente carioca, Marie Lafayette, com expertise em moda para noivas e festas.

Além da posse, a primeira-dama também preferiu outro vestido da designer para receber convidados do coquetel no Itamaraty.

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A mulher do Vice-Presidente, Paula Mourão, me pareceu de um azul muuuuito exagerado, feito pela estilista paulista Vivian Kherlakian e pela mensagem subliminar passada pelo vestido verde escuro da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, de fazer transparecer o seu forte e respeitoso patriotismo:

 

Relembrando os resultado das urnas:

Durante o 2° turno das eleições, pude acompanhar de perto a diminuição de abstenção, quando muitíssimos eleitores ausentes no 1° turno, fizeram questão de assim comparecer como quem, no fundo de seus ideais, valoriza o seu voto – e assim deve ser.

O resultado parecia óbvio desde o momento das prévias no 1° turno, em que a população já entendia ser essa a maior mensagem de repúdio de todo o histórico pra lá de escrachado e achincalhado que o PT promoveu contra os brasileiros ao não atender tudo aquilo que dizia priorizar, mas apenas silenciar com cara-minguados certos benefícios sociais enquanto se apadrinhava projetos e pessoas larápias.

Infelizmente é de se admitir isso, num momento político em que Lula era tido quase que como Salvador da Pátria (o que é um erro enorme depositar tal fervor em alguém) ao se eleger pela primeira vez.

Agora, Jair Bolsonaro é enaltecido com apoio de multidão nas ruas e fogos de artifício desde então, atrelado ao clamor por mudanças benéficas e menos extorsivas ao eleitorado que Lula e seu legado cabideiro corruptível tivera a oportunidade de se redimir e não o fizeram.

Esse legado petista preferiu se locupletar ilicitamente em detrimento de toda uma nação e o Mensalão assim como a Lava-Jato provaram.

Bolsonaro demonstrou aos marqueteiros da oposição como se fazer uma campanha democrática e de baixo custo nas redes sociais, além de inclusivas por meio de tradução simultânea em libras, vídeos estes caseiros sem envolvimentos de grupo de publicitários.

Tudo com o destaque à bandeira nacional.

Todas estas propostas foram ligeiramente copiadas como forma desesperada pelo partido adversário, o PT, de provar aquilo que nunca conseguiram: levar o patriotismo de respeito à bandeira do país à frente de sua ideologia, mas no vale-tudo até as cores em sua propaganda foram alteradas de última hora, fazendo desaparecer o vermelho, mas tarde demais.

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Uma derrota realmente tem um amargor forte, mas a sua não admissão, respeito e hombridades se revelam ainda piores, quando o candidato derrotado, Fernando Haddad, além de distorcer a abrangência do Hino Nacional Brasileiro, sendo egocêntrico ao facilmente ser interpretado como alguém em que a “não” não verá desistir à política, no caso (pelo fato de ser professor) e como isso menosprezar TODOS os demais nascidos nesse Solo (só o professor é “filho teu não foge à luta“?), também não parabenizou ou ao menos cumprimentou o candidato vencedor, eleito por uma maioria considerável de cidadãos… ORGULHO DEMASIADO, PREPOTÊNCIA, DESPEITO, FALTA DE ETIQUETA, DESRESPEITO foi o que eu vi nisso… era  uma questão protocolar… Até agora eu não entendo porque não o fez.

Ora, quem não saber perder, não está pronto para ganhar e nesse caso, sem maturidade para governar um país. Na vida é preciso vários “nãos” para ter o “sim”. Com o próprio Lula foi dessa forma e é desse jeito que a vida sempre me ensinou.

 

Para este mandato:

Agora a esperança é que os direitos e garantias fundamentais já conquistados não sejam retroagidos (não fomento de discriminações, segurança, saúde, educação, emprego), que a redução do gasto público seja nitidamente sentida, que outros países não se beneficiem de nosso Erário como verdadeiras âncoras diplomáticas, o combate ostensivo à corrupção, etc.

Espera-se que, como visto nos últimos Governos (incluindo estaduais e municipais), que a atuação por interesses particulares seja extirpado e que nenhum retrocesso acometa o Brasil (que eu já tenho sentido especialmente dessa pastora que agora se assoberba Ministra de Direitos Humanos, né? – mas fica para outro post).

AH!!!!! E que o Chefe de Governo não se deixe levar por outros líderes para tomar as medidas controversas aos nossos interesses, tal como incentivar o  conflito histórico e lastimável entre Israel e Palestina, por exemplo… É RIDÍCULO E DESNECESSÁRIO TRANSFERIR A SEDE DA EMBAIXADA DE TEL-AVIV PARA JERUSALÉM… pra quê mexer no vespeiro, ainda mais quando o Brasil já reconhece a Palestina como Estado?!

Realmente nos resta acompanhar, cobrar, reivindicar e torcer para que tudo não piore, mesmo para os não votantes de Bolsonaro e não sejamos reiteradamente traídos. Afinal, como ressaltou minha irmã, estamos todos no mesmo navio e não queremos que o Comandante de bordo erre ou sabote a embarcação só porque se tem opiniões distintas, não é mesmo?

Nesse mesmo sentido, como o próprio veículo informativo, Catraca Livre, ressaltou:  “TORCER PARA DAR ERRADO É IRRESPONSÁVEL”

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Editorial (Via Gilberto Dimenstein) – Torcer para dar errado é irresponsável. A Catraca Livre foi o único veículo de comunicação a lançar a hashtag #BolsonaroNao, a semente do #EleNao. Não tínhamos um candidato, mas um não-candidato. Não aprovamos suas ideias sobre sobre gays, mulheres, democracia, regime militar, tortura. Mas respeitamos o resultado das urnas. Agora é piloto do avião em que estamos viajando. Não vamos torcer para o piloto fracassar, gerando ainda mais problemas num país metido numa crise interminável que aumenta a miséria. Vamos fazer o que sempre fizemos: criticar o que consideramos errado, elogiar o correto. É assim que um veículo de comunicação ajuda seu país. Vamos lutar, como sempre lutamos, pela tolerância e diversidade

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** Imagem de capa in UOL Economia .

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