See now, buy now?! Não, aqui o lema é see now, not found.

No Brasil, os circuitos de moda sofreram consideráveis e repentinas mudanças nas datas para a semana de desfiles, justamente com uma proposta ousada de consumismo imediato e fomento da economia no setor de vestuário.

Aquilo que se vê nas passarelas, se encontra praticamente de forma simultânea nas lojas de diversas grifes que marcaram presença na São Paulo Fashion Week – SPFW.

Daí a extração do termo em inglês “see now, buy now”… “veja agora, compre agora”.

De quebra, a SPFW ficou ainda mais próxima dos períodos dos desfiles mais aclamados do globo: os de Nova York, Londres, Milão e Paris.

Mas eu ainda não tenho constatado toda essa destreza fugaz em encontrar roupas das novas coleções, não.

Várias peças e de grandes marcas ainda fiam a desejar em propiciar maior rapidez e preparo à procura e disponibilidade para consumidores encontrar looks atuais.

Você vê agora, mas não encontra. Por isso o trocadilho see now, not found.

Eis alguns exemplos que me levaram a essa conclusão:

bebelHope: a marca de lingeries divulga propagandas em revistas de moda e destaque em seu site com sua nova e limitada coleção “dedicada às mulheres de todos os signos”, inclusive de pijamas há mais de um mês, mas que até a semana retrasada a coleção ainda nem tinha sido recebida por todas as lojas ou expostas parcialmente. Detectei isso nas unidades dos shoppings Cidade de São Paulo e Metrô Tucuruvi.

6316e26c263fa35fa6e7487191edc63eEllus: a empresa brasileira tão consolidada também tem apostado nos metalizados de suas roupas. Sim, povo, o metálico está bombando e já dava sinais acentuados desde o ano retrasado.

Porém, mesmo com uma sessão digna de matéria de capa da edição de aniversário da revista Glamour, onde todas as youtubers destacadas utilizaram jaquetas e tricôs da marca, essa última bastante coringa, mas a famigerada blusa não foi encontrada por mim tanto em loja física (do shopping Pátio Higienópolis) quanto no próprio site.

gigGIG Couture: e por falar em tricô metalizado, as saias midi da nova coleção que também lacrou a SPFW/17 só podem ser encontradas nas poucas unidades das lojas físicas e também sem compra online própria. Pela internet, só em e-commerce de revenda de vestuário e ainda assim super escasso. Só vi na Farfetch.

A GIG tem se destacado tanto que é mais que digna de ter seu próprio canal para compras eletrônicas.

gregory 17Gregory: também com publicidades em revistas e com catálogo próprio que lançam para cada estação, várias peças ainda não chegaram nas diversas lojas físicas. No site ainda não sinal delas e nem mesmo no Instagram a coleção tem sido fomentada pela marca.

Gostei de uma calça flare de couro fake e uma blusa branca de tricô onde tive de deixar meu contato para me avisarem quando chegar. Isso se a confecção deles não estiver muito diminuta como eu tenho notado. Faz mais de duas semanas que deixei meu tel., todavia ainda sem resposta.

Todas as marcas que citei possuem um grande público, de renome e com potencial para divulgar seus produtos num dia e no outro disponibilizá-las para compra.

É assim: lançou – disponibilizou – lacrou!

Mais em: http://ffw.uol.com.br/noticias/business/see-now-buy-now-por-quem-realmente-ve-e-compra/;

http://revistaglamour.globo.com/Moda/noticia/2016/06/moda-see-now-buy-now-o-futuro-dos-desfiles-e-necessidade-de-mudanca-nas-temporadas.html;

 

Anúncios