Estão Todos Bem

estão todos bem“Você devia cuidar do seu jardim”. 

“Um milhão de quilômetros de fios para fazê-los chegar onde estão hoje”. 

“Vai me deixar orgulhoso? Eu tô tentando, pai”.

“As pessoas são educadas. Elas nem sempre dizem a verdade”. 

“Agir como se nada estivesse errado”.

“Se a ama como ela o ama… Então diga o que ela quer ouvir. Diga que estão todos bem”. 

“Lamento o modo como tudo acabou, papai”. “Não foi culpa sua, papai”.

Este é um dos filmes que eu mais gosto e uma refilmagem da versão italiana Stanno tutti bene, de Giuseppe Tornatore.

Um drama familiar simples, porém muito bem abordado, provando que o ator Robert De Niro tem versatilidade para atuar em filmes de qualquer, absolutamente qualquer gênero.

Aborda a história de um pai aposentado que perdera sua mulher recentemente e com quatro filhos crescidos que vivem dentro daquilo que puderam galgar e se sentem satisfeitos, com rotinas e profissões escolhidas, mas que nunca disseram como realmente estão, dizendo ao seu pai tudo aquilo que ele gostaria de ouvir.

Tudo isso até que ele decido visitar cada filho de surpresa, ante as desculpas dadas por eles sobre imprevistos para não se reunirem na cada do pai e não evidenciar qualquer decepção.

O filme trabalha com dois principais pontos de vistas: 1º – a falta de atenção e carinho dos filhos estarem mais próximos dos pais, revelando o que se passa realmente. 2º – quanto ao sentimento frustrado que é carregado pelos filhos para não decepcioná-lo por não serem exatamente aquilo que o pai tanto idealizava, fruto de uma educação extremamente exigente, principalmente pelo fato de Frank (De Niro) ainda visualizar sua prole como se ainda fossem crianças – que o filme abordou muuuuito bem sobre o aspecto dos filhos nunca crescerem ou de difícil assimilação pelos pais, principalmente De Niro, ótimo na interpretação daquele pai “durão” e perfeccionista , tal como visto no cômico filme “Entrando Numa Fria”.

Gostei muito do elenco, inclusive de Kate Beckinsale – sou fã desta atriz.

Enfim, tudo tem um fundo poético, além do orgulho de mostrar os efeitos e a importância de seu trabalho, bem como do orgulho de seus filhos.

Também gostei da trilha e que gerou até mesmo um extra sobre a composição da música (I Want) To Come Home, de Paul McCartney e que a fizera especialmente para o filme, além de cenas deletadas.

 

Confira o trailer:

Ficha técnica:

Sinopse: Viúvo que achava que a única ligação com o resto da família era por meio da esposa, que decidia realizar uma viagem por todo o país a fim de reunir cada um de seus filhos. Neste ano, um a um, eles cancelaram sua viagem anual. Então, com um pequeno sorriso no rosto e uma pequena mala, ele atravessa os Estados Unidos para visitar a todos. Mas o que no início parece ser uma aventura excitante logo se torna uma jornada de desencontros e surpresas, onde ele descobre como realmente vivem seus filhos que achava que conhecia.

Título Original: “Everybody’s Fine”.

Diretor: Kirk Jones 

Produção:  Vittorio Cecchi Gori, Ted Field, Gianni Nunnari, Glynis Murray 

Distribuição: Miramax 

Gênero: Drama 

Elenco: Robert De Niro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale, Sam Rockwell, Lucian Maisel 

Lançamento: 2009 

Música:  Dario Marianelli 

Figurino: Aude Bronson-Howard 

Fotografia: Henry Braham 

Desenho de Produção: Andrew Jackness 

Duração: 100 min.

Classificação: Livre

Algumas músicas do filme:

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