Gastronomia – a nova ostentação e os talent shows

talent show

Ainda bem que a cultura gastronômica tem invadido o paladar dos brasileiros que, diga-se de passagem, possui uma culinária muito rica e diversificada, tanto em salgados quanto doces também.

Cada região do país há algo típico para se apreciar ou mesmo adotando uma miscelânea de pratos típicos de outros países também. Vemos crescer o interesse das mídias televisivas, de canais abertos e por assinatura, aderirem a diversos talents shows, tal como Cozinheiros em Ação, Cozinha Sob Pressão, The Bake Off Brasil e o já aclamado Master Chef Brasil.

Isso sem contar nos diversos programas diários na TV que contam com quadros culinários, além daqueles antigamente televisionados exclusivamente para tal fim, como o caso da Cozinha Maravilhosa da Ofélia, que lhe rendera um livro de receitas denominado Ofélia, o Sabor do Brasil, ganhador do prêmio Jabuti e ainda traduzido para o inglês.

Tínhamos, ainda, Etty Frazer, com um programa também dedicado à culinária chamado À Moda da Casa, que era transmitido pela Rede Record.

Hoje e mundialmente conhecido, temos por ascensão a carreira do Chef Jamie Oliver, com programa na GNT: Cozinha Caseira com Jamie Oliver.

E há também famosos de outros ramos que gostam de revelar seus dotes culinários, como é o caso do ator Rodrigo Hilbert em seu programa Tempero de Família, transmitido pelo canal GNT.

Pena que eu não lembro o nome do programa e da culinarista que adora trabalhar com pasta americana e marzipan…

Além do mais, temos também pontos gastronômicos espalhados nas cidades que não podem deixar de serem visitados, fazendo despertar o paladar para novas criações e servindo de ótimos pontos turísticos, como é o caso do Mercado Municipal do Centro de São Paulo (“Mercadão”), a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – Ceagesp e uma recente unidade internacional do Eataly.

Outro fenômeno gastronômico e cultural é a febre das chamadas feiras gastronômicas, cercadas de food trucks – já tive oportunidade de marcar presença em alguma, cada uma com a promessa de aprimorar receitas básicas, a chamada gourmetização, mas que, infelizmente, vem sendo empregada pra qualquer coisa. E tudo vira motivo para gourmetizar, um novo verbo e um novo conceito e muito o fazem apenas para encarecer demasiadamente o produto.IMG_5890

Isso porque, não basta ser diferente (e esquisito), tem de ser harmônico, bonito, criativo, de assinatura própria e
saborosíssimo.

O ambiente do restaurante é algo que conta muito também, tal como destaco numa matéria ao lado.

Portanto, nem sempre o que é criativo ou arrojado significa dizer ser o melhor.

Apesar de não ter provado e nem ser jurada ou suficientemente expert para tanto, senti aquele cheirinho apurado de “marmelada” no ar com o fato da competidora Izabel sair vencedora do Master Chef.

Não querendo desmerecê-la, pois torci por ela em vários momentos, principalmente conta a arrogância de outro competidor, Fernando, por exemplo.

Mas o cardápio exótico escolhido pelo vice, Raul, me pareceu bem mais apetitosa e com riqueza independente de sabores utilizado em seus ingredientes.

Ver a Izabel apresentando todos os pratos com carne suína me fez lembrar uma piada besta do japonês comendo feijoada:

Japonês, acabando de chegar no Brasil, com muita fome, vai a um restaurante e não sabendo falar português repara em um negão e decora o que ele fala.
Negão- Garçom, feijoada.
Então o japonês decora.
Japonês pensando- Garço Fejoada.
Então minutos depois que o negão sai o japonês corre e pede a sua feijoada
PASSADOS UM MÊS
O japonês, já cansado de comer feijoada vai ver um outro negão que aparece no restaurante e fala:
Negão- Garçom misto.
Então o japa decora
Japonês- Garço, Misto
E o garçom pergunta
Garçom- Quente ou frio
E o japa nao sabendo o responder fala:
Japonês- Misto
Garçom- Quente ou frio
Japonês- Misto
Então o garçom irritado pergunta
Garçom- Quente ou frio
Japonês- Fejoada. (http://www.piadas.com.br/)

Ou seja, parece insano e de uma criatividade disfarçada.

Raul, por exemplo, também me pareceu mais preparado para assumir uma cozinha e “segurar a bronca” num restaurante.

Mas o que me causou insatisfação nesta edição do Master Chef foi desde a repescagem e eu logo pensei que seria tudo combinado se ela retornasse e ganhasse a competição.

Acho que a Band pode abusar pra ruim o fato de ainda criar uma versão infantil ao Master Chef e cansar os telespectadores.

Acho que é isso.

Mais em: http://www.foodtrucknasruas.com.br/foodtruck_saopaulo.html

http://www.eataly.com.br/

http://entretenimento.r7.com/blogs/keila-jimenez/2015/07/03/band-muda-as-regras-do-masterchef/

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