Olga

Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo”.

Preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue”.

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O último filme que citarei (posta atrasado) retratando histórias envolvendo a Segunda Guerra Mundial será, obviamente, que com um filme brasileiro, muito divulgado e comentário quando tinha sido lançado: Olga.

Claro que há outros filmes que poderia destacar, tais como a Lista de Schindler, A Espiã, O Leitor, etc… mas vamos combinar que é melhor deixar para uma próxima, né. É que senão fica maçante demais e sobre um fato histórico ruim, de um modo geral.

Bom, voltando ao filme em questão, Olga de longe não é um dos meus filmes preferidos.

Inspirado na obra biográfica, escrita por Fernando Morais, o filme basicamente conta a história de Olga Benário Prestes, uma alemã, de origem judaica e de ideologias comunistas que, ainda se rebelando na Alemanha, foge para a União Soviética, recebendo treinamentos militares e recebendo a missão de proteger Luís Carlos Prestes, com quem se envolveria amorosamente, para que este pudesse liderar uma revolução armada contra o Governo de Vargas.

Sob a direção do novelista Jayme Monjardim, boa parte do filme é monótona e o posicionamento comunista empregado na história de Olga Benário chega a irritar na trama, embora houvesse mais a parte romancista e parada em todo o filme.

Talvez porque eu não suporte fanatismo ideológico. Aliás, repudio todo e qualquer tipo de fanatismo, porque as pessoas fogem muito da realidade, se fecham para um único interesse sem saber aonde isso irá parar, aderindo opiniões sem uma reflexão abrangente; fica reclusa de uma vida social… Enfim, acho que só diminui a capacidade de agir e pensar. Pronto, falei!

Mas isto não significa dizer que as atuações tenham sido ruins. Ao contrário, o elenco é ÓTIMO e me agrada muito, com destaque para a atriz Camila Morgado que tem uma versatilidade que me impressiona. Tem veia para drama, comédia e outros gêneros.

O começo da trama e os momentos históricos são inseridos no filme de forma incompreensiva, meio “sem pé nem cabeça”. Vocês poderão notar, no trailer mesmo, que há um enfrentamento (00:30 segundos) completamente teatral.

O filme só começa a te “prender” mesmo quando os rebeldes são cercados e na deportação de Olga Benário à Alemanha e levada ao Campo de Concentração.

Confira o trailer:

Ficha Técnica:

Sinopse: Olga Benário (Camila Morgado) é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou. Em Moscou, Olga faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935, se apaixonando por ele na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 2 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão feminina do Campo de Concentração de Barnimstraße. Afastada da filha, Olga é então enviada para o Campo de Concentração de Ravensbrück, onde é morta na Câmara de Gás.

Diretor: Jayme Monjardim

Produção: Nexus, Bruno Wainer, Marc Beauchamps

Distribuição: Lumière Pictures

Gênero: Drama

Elenco: Camila Morgado, Caco Ciocler, Fernanda Montenegro, José Dumont, Eliane Giardini, Floriano Peixoto, Murilo Rosa

Lançamento: 20/08/2004

Música: Marcus Viana

Figurino: Paulo Lois

Fotografia: Ricardo Della Rosa

Produção de arte: Tiza de Oliveira

Duração: 141 min.

Classificação: 14 anos.

Há outro filme brasileiro também, A Estrada 47, lançado recentemente, sobre soldados brasileiros na 2ª Guerra, mas ainda não assisti e espero que seja bom. Pelo o que assisti de trailer, talvez não me agrade:

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