Trilha sonora do desemprego: Parabéns Dilma Rousseff, está se aproximando do caos que Fernando Collor não conseguiu controlar.

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Para relembrar momentos bons de nossa música brasileira, calcada em conteúdos intelectuais aos quais se faz coerência, citarei as músicas abaixo para servir praticamente de trilha sonora com o nosso atual cenário político-econômico do Brasil.

Como sabem que escrevo muito, maiores detalhes ficam à cargo do post principal, já que as músicas reproduzidas a seguir são mais que autoexplicativas.

Dança do Desempregado – Gabriel, o Pensador (extraído do site http://www.letras.mus.br):

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você

E vai levando um pé na bunda vai
Vai por olho da rua e não volta nunca mais
E vai saindo vai saindo sai
Com uma mão na frente e a outra atrás
E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E bota a mão no outro bolso (Não tem nada)
E vai abrindo a geladeira (Não tem nada)
Vai porcurar mais um emprego (Não tem nada)
E olha nos classificados (Não tem nada)
E vai batendo o desespero (Não tem nada)
E vai ficar desempregado

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você

E vai descendo vai descendo vai
E vai descendo até o Paragüai
E vai voltando vai voltando vai
“Muamba de primeira olhaí quem vai?”
E vai vendendo vai vendendo vai
Sobrevivendo feito camelô
E vai correndo vai correndo vai
O rapa tá chegando olhaí sujô!…
E vai rodando a bolsinha (Vai, vai!)
E vai tirando a calcinha (Vai, vai!)
E vai virando a bundinha (Vai, vai!)
E vai ganhando uma graninha
E vai vendendo o corpinho (Vai, vai!)
E vai ganhando o leitinho (Vai, vai!)
É o leitinho das crianças (Vai, vai!)
E vai entrando nessa dança

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você

E bota a mão no bolsinho (Não tem nada)
E bota a mão na carteira (Não tem nada)
E não tem nada pra comer (Não tem nada)
E não tem nada a perder
E bota a mão no trinta e oito e vai devagarinho
E bota o ferro na cintura e vai no sapatinho
E vai roubar só uma vez pra comprar feijão
E vai roubando e vai roubando e vai virar ladrão
E bota a mão na cabeça!! (É a polícia)
E joga a arma no chão E bota as mãos nas algemas
E vai parar no camburão
E vai contando a sua história lá pro delegado
“E cala a boca vagabundo malandro safado”
E vai entrando e olhando o sol nascer quadrado
E vai dançando nessa dança do desempregado

Essa é a dança do desempregado
Quem ainda não dançou tá na hora de aprender
A nova dança do desempregado
Amanhã o dançarino pode ser você

Desemprego – Legião Urbana (extraído do site http://www.letras.mus.br):

Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Trabalho o tempo inteiro
Estou procurando emprego
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Não compro alimento
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só este desespero
Esqueço quando bebo
Quem vai ter decidido
Quem vai dançar primeiro
E o pouco que recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só este desespero
Esqueço quando bebo
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Não compro alimento

Desemprego – Benito Di Paula (extraído do site http://www.vagalume.com.br):

Estou cansado, desperdiçado, me dói o peito
Por que, amigo, não vem comigo, do mesmo jeito?
Sinal fechado, gente correndo, eu me perdendo
Vendo a cidade, velocidade, onde eu estou

Na mesma luta, família longe, me dói o peito
Eu vim de longe, você também, do mesmo jeito
Som de buzina, eu na esquina, mesma rotina
Procuro emprego, esse é o enredo da nossa vida

Você me olha, desesperado, me dói o peito
Meu quarto pobre, seu trapo sujo, do mesmo jeito
Eu me sufoco, eu adormeço, Deus nos espia
Procuro emprego, esse é o enredo da nossa vida

Você me olha, desesperado, me dói o peito
Meu quarto pobre, seu trapo sujo, do mesmo jeito
Eu me sufoco, eu adormeço, Deus nos espia
Procuro emprego, esse é o enredo da nossa vida
Desemprego – Ratos de Porão (extraído do site http://www.letras.mus.br):

Desemprego está no ar
Vou desistir de procurar
Nosso futuro está no ar
Não se consegue alcançar

Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam

Sem dinheiro no bolso
Com a carteira limpa
Cuidado com a geral
Vagabundo se dá mal

Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam

Nossa juventude tende a perder
Não pare seu grito que vai lhe morder

Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam
Não, não, não me aceitam

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