Monsters of Rock 2015

Quem disse que metaleiros são sujos e possuem mau gosto?

Meu gosto beira muito mais pelo bom e velho Rock n’ Roll e diversos ramos do Heavy Metal e nem por isso deixo de apreciar composições de outros gêneros musicais.

Uso uma infinidade de cosméticos, uso variadas marcas, tenho fissura por comidas excêntricas e refinadas, leio romances e nem por isso deixo minhas raízes rebeldes de lado. Aliás, embora não pareça e modéstia à parte, conheço o Mundo Metal melhor que muitas pessoas por aí.

Como bem ressaltado pelo site UOL (http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/04/27/com-publico-mais-maduro-monsters-of-rock-vira-festival-de-metal-gourmet.htm) o público heavy metal tem bom gosto, sim e incluindo na gastronomia. Porém, não somos milionários… Muitos reclamaram dos preços de comes e bebes de lá.

Considero que o evento está longe de agradar metaleiros. Isso sem contar nos “telões”, porque de longe não era compatível com o tamanho do espaço Arena Anhembi (local para shows ainda improvisado em São Paulo) e da estrutura do palco. Enfim, eram pequeninos.

Desejo melhoras ao Lemmy, mas na minha opinião, seu mal-estar foi apenas um mal necessário, pois já tinha declarado que não estava muito animado para este show.

Não tem jeito… Quer curtir um festival de lavar a alma? Terá de ir até a Alemanha para curtir o Wacken Open Air – o melhor evento heavy metal da atualidade.

Em geral, o público poderia ter correspondido mais. Quem se lembra do Iron Maiden no Rock in Rio de 2001 entenderá minha opinião.

Não vou comentar de todas as bandas, só algumas que para o bem ou para o mal devem ser destacadas por mim. Vejamos:

Black Veil Brides: Preciso ainda entender qual seria a missão deste grupo no “mundo metal”? Tentam transmitir um som mais pesado, com um vocal que, entendo eu, queriam que fosse um gutural, mas todos os integrantes com uma faixa etária e fisionomia de emo.

Foram vaiados, obviamente. Melhor seria se tivessem tocado no dia seguinte e olhe lá.

Pior: O público vaiava pedindo por Motörhead já sabendo que eles não tocariam! O primeiro dia só compensaria com a apresentação de Judas e Ozzy, alguém tem alguma dúvida?

Unisonic: Aff… Michael Kiske muito cansado, vide quando cantou I Want Out, clássico de quando integrava o Helloween, mas o público correspondeu (dava para sentir que era a voz dele rsrsrs). Isso é sinal de que há carência por Helloween aqui, lembrando de quando os ingressos eram mais baratos e se apresentavam com um pouco mais de assiduidade.

 

Steel Panther: A banda novata no cenário mais Hard e Glam do Rock parece ter esquentado um pouco mais o público.

Acho que a época do Glam já passou no cenário Rock, inclusive às pseudo groupies que não sabem o que fazer para ter seus cinco segundinhos de fama.

Felizes as bandas que souberam aproveitar este estilo nas décadas de 70 e 80. O resto é visto mais como cópia ou para servir de comparativos de seus predecessores.

Accept: Morno também. Dava pra ter curtido um pouco mais né galera… Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá, vamo pulááááá rsrsrsrsrs.

Manowar: Estava na hora de assistirmos um show deles por aqui. Joey DeMaio ensaiou bem seu português e mandou vários recados. Pra quem não gosta de heavy metal… Agora você já sabe o que dizer kkkkkkkkk. Ótimo… Melhor que Bruce Dickinson mandando sempre alguém se fu***.

 Kiss: Uma das minhas bandas prediletas tem seus momentos de ofuscagem, né. Revezam bastante no set list entre um show e outro, mas em geral costuma ser bem mediano… Dá a sensação de que o show foi muito bom, que deu para “lavar a alma”, mas com diversos clássicos na ponta da língua para elencar como faltantes.

Porém, neste aspecto, Gene Simmons surpreendeu mesmo em cantar I Love it Loud e God of Thunder, num mesmo set, já que costuma cantar ou uma ou outra. Portanto, os fãs devem considerar isto como um presente e tanto rsrsrsrsrs.

Entre um clássico e outro, sempre há músicas mais “paradas” que dão aquela quebrada no frenesi da galera e uma enrolação de algum solo, com algumas papagaiadas até o público gritar mais e mais.

Paul Stanley sabe que sua voz já não é mais a mesma, quase não cantou.

Black Diamond clássico muito respeitado pelos fãs… Pena que o público não soube muito bem acompanhar. Estão precisando assistir e escutar o Alive do Kiss (todos)

 Ozzy: Bem… Ozzy é Ozzy. Indispensável no Heavy Metal mais tradicional… diria até percussor deste gênero musical.

Mr. Madman ou Príncipe das trevas, codinomes também muito atribuídos à Ozzy Osbourne provou que idade não parece ser um empecilho e que consegue levar o público ao delírio com facilidade, do começo ao fim.

Ainda bem que todos puderam aproveitar mais seu ídolo, já que toda a performance também foi transmitida no telão principal do palco e não apenas nas “telinhas” das laterais rsrsrs.

Destaques para as músicas Bark at the Moon, Mr. Crowley, Suicide Solution, Crazy Train e Paranoid.

Em Iron Man, clássico de quando integrava o Black Sabbath, Ozzy tinha de puxar o coro o tempo todo, ensinando aos fãs como acompanhar a apresentação.

Judas Priest: O público devia estar tão carente de um show do Judas, ainda mais com Rob Halford como frontman, que foram necessárias duas apresentações do grupo, uma para cada dia do evento, agradando a todos.

Com direito à exibição de sua Harley-Davidson, Halford não desagradou os fãs e cantou clássicos do grupo, dignos de “pancadaria sonora em bom estilo”.

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