Nota Musical: Os meus ouvidos que ficaram rebeldes

Eu que nascida na década de 80, durante o despontamento da fama de Madonna, icônica personalidade da música, não poderia deixar de tecer minhas considerações sobre o seu mais recente álbum, o intitulado Rebel Heart que, mal foi lançado e suas várias de suas faixas foram “vazadas” antes do tempo esperado de estreia.

Rebel Heart

Posso dizer que sou bem vivida no tocante ao repertório musical e foi durante a minha infância que mais curti toda e qualquer música que escutava no que diz respeito à Madonna, a única cantora que alavancou o meu gosto pela dança, através de suas coreografias e performances.

No que tange às constantes modificações musicais deste gênero, incluindo grotescas exuberâncias para se manter em evidência, percebi que suas canções e toda a produção envolvida nunca fizeram perder sua identificação, ou seja, Madonna sempre foi mutante, sempre lançou músicas de acordo com a atualidade, mas sem deixar de ser original, com sequência de faixas bem coordenadas em seus álbuns.

O problema está quando outras parcerias influenciam na produção de um álbum e foi exatamente isso que ocorreu.

Faltou fermento no bolo e ele não cresceu.

O resultado foi devastador. A insistência de permitir músicas com participações especiais de Nick Minaj, por exemplo, já não funciona e é melhor que não insista. É como água e óleo… Não se misturam.

De um lado uma cantora que não sabe o que fazer para ser, digamos, excêntrica no cenário mais voltado à Black Music e de outro, uma cantora revelada pelo estilo mais tradicional do pop.

Esta “atualização” foi dispensável, pois o estilo dançante de suas músicas e versões remixadas consegue satisfazer as expectativas, sem ficar ultrapassada.

Em minha opinião, se salvam somente as faixas (contando com a versão box super deluxe de 25 faixas):

                  Living for Love;

                                      Devils Pray;

                                                  Ghosttown;

                                                                   S.E.X.

                                                                             Rebel Heart

Os micos: o ritmo da música Unapologetic Bitch remonta ao Reggae e… Madonna e Reggae não combinam né.

A cantora devia estar nostálgica quando gravou Bitch I’m Madonna e que podia cantar rapidamente como rapper e com a voz bem fininha como na época de Holiday – Boderline – Material Girl que já foi superada há muito tempo. Regrediu pra quê?

Bom, o que tenho a dizer é que já fico na espera do próximo álbum, com mais originalidade. Se eu pudesse dar algum conselho a ela, eu diria: – Volte ao seu bom e velho costume de não permitir que outros profissionais tomem direção na produção de seus discos, tal como fazia antes do Hard Candy.

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